quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Intervalo infinito

Um intervalo em mim
constatei um intervalo
um espaço entre parênteses rectos
onde nada crescia
dei conta que não o vi
não li
não entrei

era mero breu
e Tu do nada apontaste
para um infinito
era eu
plena de intervalos
intervalos que se sucedem
que se tocam
sou eu
um infinito
de possibilidades
força motriz de sonhos
sou eu

uma cara desconhecida
um coração de amor
sou eu
plena por dentro
reconhecida
amada
sou eu
um intervalo em todos os tempos
música no infinito
sinal de divindade
um reencontro
dentro um sol
fora um sol
sou eu
que brilho
contemplo o azul do mar
a brisa boreal
sou eu

que te perdoo a maldade
que te protejo na intriga
que não te odeio na traição
que te dou a mão
até a tua facada perdoo
porque tu és eu
não o posso negar
seria contra a minha fé
te perdoo
porque tenho o infinito em mim
sou eu que também sou tu
desejo-te felicidade
mesmo com a oferta da maldade
te desejo
bondade

porque em mim
não existe espaço
para o ódio
maldade
que existe em ti

somos todos filhos do mesmo cosmo

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